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Archive for março \31\UTC 2010

Marketing pessoal e Redes Sociais

Já não é de hoje que o Marketing Pessoal é uma ferramenta bem importante no meio empresarial. Na verdade, desde a década de 90, borbulhante em teorias sobre o século que viria, proporcionou novas tendências e tópicos acerca de quase todos os assuntos, que dirá do Marketing.

Pois bem, tenho dois motivos para abordar esse assunto: primeiro, porque é de extrema importância nos dias de hoje para quem quer manter um bom networking e buscar clientes/parceiros. Segundo, o fenômeno das redes sociais vem exigindo cada vez mais dos profissionais, em todas as áreas, e das corporações, no que diz respeito à conduta “sócio-política-digital”.

Nessa semana, a Locaweb demitiu um profissional por conduta inadequada no twitter. Em comunicado oficial, a empresa afirmou que  “Em razão do recente incidente envolvendo a companhia e o São Paulo Futebol Clube, o executivo decidiu, em comum acordo com a diretoria da Locaweb, desligar-se de suas funções”.

Explicando: A empresa fechou acordo de patrocínio de R$ 600 mil para estampar sua marca nas mangas do São Paulo em dois jogos, no caso, contra o Corinthians e o mexicano Monterrey. Além disso, a empresa mantém uma parceria de quatro anos de com o clube para a manutenção de um camarote no estádio do Morumbi. Portanto, bola fora.

Pois bem, chegamos ao ponto. Hoje, por mais dificil que possa parecer, é obrigação se portar de forma “politicamente correta”. Afirmo, obrigação, visto que os olhos do mundo estão em todos os lugares, as pessoas “twittam” de qualquer luga, até de funerais. O que dizer então de um profissional que responde pelas próprias “twittadas”? Logicamente, estou citando um exemplo imediato, fresquinho, mas logo logo virão outros. Fato é que várias pessoas ainda não se acostumaram a ser vitrine, a ser formadores de opinião, e, no caso de um profissional de marketing, isso preocupa.

Então, para entender o Marketing Pessoal, primeiro temos que entender o que diz a essência do marketing: um processo que catalisa todas as ações necessárias para que se produzam idéias, conceitos, produtos e serviços e depois os torna disponíveis ao mercado.  Pois bem, o MP então utiliza esse conceito para personalizar esforços, para tranformar uma pessoa em uma marca, influenciando, positivamente, de preferência, as pessoas que estão a seu redor.

Então, o Marketing Pessoal pode ser entendido como um processo, desenvolvido por um indivíduo ou organização, envolvendo a concepção, planejamento e execução de ações que contribuirão para a formação profissional e pessoal de alguém, a atribuição de um valor (não necessariamente monetário) justo e compatível com o posicionamento de mercado que se queira adquirir, a execução de ações promocionais de valorização pessoal que o coloquem no lugar certo na hora certa, de tal maneira que as organizações ou pessoas para quem trabalhe ou exerça influência, e ele próprio, se sintam satisfeitos.

Por isso, pensem, pensem mil vezes antes de twittar uma opinião pessoal ou simplesmente de emitir qualquer declaração que possa comprometer a si ou outros no ambiente profissional, unicamente. Não estou aqui mostrando que devemos nos escravizar e nos render aos agentes obscuros na sociedade, mas, principalmente, para os profissionais de marketing e relacionamento com o consumidor, cuidado. Vivenciar seu trabalho é a melhor forma de se manter à margem de todas as pressões que o mercado exerce. Boa sorte.

A Humanidade das Marcas

Hoje o assunto é marca, ou para os mais moderninhos, branding. Uma coisa estranha para muitos leigos, dentre eles alguns que já foram meus clientes, é alguém pensar no conceito da construção de marcas e admitir isto como uma construção de idéias. Se pensarmos um pouco, o conceito de branding nunca fez muito sentido, principalmente se pensarmos nas publicações disponíveis. Dependendo da abordagem, ou do que você lê, uma marca pode ser uma pirâmide ou uma personalidade, uma experiência ou uma equação.

Mas as marcas têm seu valor. Se não fosse por isto, Coca-Cola, Microsoft, Google não teriam os valores de mercado que apresentam hoje: valores que denominamos, valores de label. Então podemos admitir que marcas têm alma, têm humanidade. Elas existem como um espelho das motivações da sociedade, refletindo nossos ideais e sonhos, medos e fragilidades. Nada pode existir em branding, que já não existe em nossa vida cotidiana. Na verdade, se quisermos compreender melhor as marcas, não precisamos de métricas ou cálculos, precisamos entender melhor a nós mesmos.

Então, é necessário construir uma idéia, assim como é necessário construir uma imagem. E é por conta dessa construção, desse processo que poucas marcas podem se tornar um sucesso da noite para o dia, pois, na verdade, é preciso tempo para estabelecer uma identidade e se tornar independente. É por esta e outras razões que o planejamento se faz tão necessário. A marca deve escolher um lugar que vai ajudá-la a construir relacionamentos e ganhar o rendimento de que necessita para sobreviver. É a sua marca no ambiente certo, um ambiente que corresponda as suas motivações.

No estudo de ciclo de vida de um produto, podemos observar que o movimento natural de todo e qualquer produto é semelhante à vida de alguém. Mesmo os mais fortes líderes podem ficar doentes (A Toyota, por exemplo, teve que realizar um recall record no mundo e teve sua imagem abalada) e sem tratamento adequado podem morrer. Mas existem estratégias para prolongar a vida de uma marca, ou até mesmo fazê-la nascer novamente.

Como um profissional de marketing, tendo trabalhado em dois continentes, com muitos pontos-de-vista diferentes, acredito que há algo que falta em nossa compreensão do branding, algo que nos falta na compreensão do ser humano. Talvez falte uma compreensão mais aprofundada de sua própria humanidade. É preciso compreender que as marcas são mais do que uma métrica ou um modelo, elas são um espelho de nossas motivações psicológicas e biológicas, e para entendê-las corretamente, devemos entender melhor a nós mesmos.

Heineken, Champions League e Brasil

Mais uma vez o futebol na jogada. Dessa vez uma ação considerável da Heineken, patrocinadora oficial da UEFA Champions League, o campeonato de clubes mais rico e famoso do mundo. A ação consistia em angariar alguns cúmplices, fazer algumas vítimas, e simplesmente atingir o maior número de pessoas possível com a repercussão que o evento iria ter nos dias posteriores. Deu certo!

A discussão então, entra em um patamar um pouco mais técnico.  Quanto foi gasto? Qual era o objetivo? Qual era o resultado esperado? Enfim, essas questões podem ser respondidas com algumas ferramentas que são utilizadas pelas consultorias e departamentos de marketing das companhias. No caso da internet, page ranks, ferramentas do google, counters e etc. podem ajudar essa medição, assunto pra profissionais de TI.

O certo é que, para desenvolver uma ação ousada, e mais importante, localizada, como esta, é necessário:

  1. verba
  2. objetivo
  3. briefing
  4. midia

Outros aspectos também podem entrar na cesta de requisitos, mas isso vai depender de uma série de outros aspectos a se analisar. Aproveitem o vídeo, e vejam, no final, os resultados obtidos.

Por falar em Heineken, nessa semana, o CEO da empresa, Jean-François van Boxmeer, anunciou que tem dois grandes objetivos para os próximos anos: aumentar sua presença nos 172 mercados (países) em que atua e diminuir a força de seus concorrentes: leia-se AmBev. A companhia belgo-brasileira é a maior empresa do ramo no mundo, obviamente, líder no Brasil.

Segundo a Exame “o primeiro passo para cumprir a missão de crescer na América Latina já foi dado no começo deste ano. Em janeiro, a cervejaria holandesa desembolsou 7,6 bilhões de euros para comprar a mexicana Femsa, dona da marca Kaiser no Brasil. A transação permitiu à Heineken se tornar mais independente do mercado europeu e mudar o seu foco para países como o México, o Brasil, o Chile e os Estados Unidos, onde Boxmeer calcula poder obter 25% dos seus lucros. Atualmente, essa proporção é de 11%”.

Para se ter idéia de mercado, os números consolidados de 2009 mostram que a Femsa fechou o ano passado com participação de 7,6% no mercado brasileiro de cerveja, contra 11,8% da Petrópolis, 13,2% da Schincariol, que recentemente fez um investimento milionário para posicionar a Devassa, e 69,9% da AmBev. Tarefa difícil, já que esses números representam o que é a força das marcas Skol, Bhrama e Bohemia o mercado de cervejas brasileiro: segundo maior do mundo, com 109 milhões de hectolitros por ano.

A estratégia da Heineken deve ser, ao mesmo tempo de expandir e de fortalecer, tarefa difícil nos dias de hoje, com superconcorrência e com a onda das microcervejarias crescendo. O fato é que a marca tem força, tem capital e tem criatividade para alavancar um bom segundo lugar no país e na América Latina, o que não é pouca coisa, convenhamos. Alguns aspectos como embalagem (garrafa verde, fugindo aos padrões brasileiros), força da marca na Europa, tipo de produto (mais aceito por países europeus) e outros aspectos são relevantes na empreitada, mas nada que não possa ser corrigido ou imposto. quem ganha, com certeza, é o bom apreciador de uma boa cerveja. Enjoy.

Marketing Esportivo e receitas dos clubes

Como todo bom brasileiro, na curva normal, também sou amante do futebol. Assim como todo amante de futebol, consequentemente, sou consumidor de futebol. À primeira vista, é estranho se admitir como “consumidor” de futebol, mas o fato é que, assim como eu, milhões de pessoas ao redor do mundo “consomem” futebol quase que diariamente. E olha que não tenho nenhuma camisa de clube ou qualquer produto que faça menção direta a qualquer instituição do futebol.

A modalidade de consumo representa, no esporte, uma fonte de receita. Assim como comprar uma camisa do seu clube irá gerar uma receita para o mesmo, outras formas de consumo estão relacionadas. Senão vejamos:

  • Material esportivo (camisas, bonés, bandeiras, etc.)
  • Produtos de merchandising (agendas, cadernos, etc.)
  • Ingressos
  • Direitos de Televisão
  • Patrocínios
  • Programas de Fidelidade (sócio-torcedor, cartões, filiações, etc.)

Portanto, a renda de um clube depende de vários fatores. Por exemplo, é por isso que os maiores patrocínios do país acabam indo para Flamengo, Corinthians, São Paulo e Vasco. Esses times detém, juntos, mais de 40% de todos os torcedores do país, segundo a última pesquisa Datafolha, o que, para os patrocinadores é um ótimo negócio: fixar a marca do clube à da empresa. Imagine, por exemplo, que 30% dos torcedores do Corinthians (que detém cerca de 12% do total de torcedores) resolvessem adquirir algum produto da Hipermarcas, patrocinadora do time. Só aí já teríamos, pelo menos, um contingente de mais de 3 milhões de consumidores, o que é um número considerável.

Então, bem aproveitado, o fator torcida representa um ítem significativo na receita de um clube, a julgar pelos programas de sócio-torcedor, como podemos ver no quadro abaixo (Fonte: Futebol Finance). Logicamente, não apenas a quantidade de torcedores, mas quanto cada time arrecada é importante para considerar o peso de um programa como esses nas receitas do clube. Isso é o que chamamos no marketing de Regra de Paretto, ou curva ABC e tem sua utilidade para calcular a representatividade de cada ítem em um universo, nesse caso, o de receitas.

No último ranking de clubes com maiores receitas no mundo, o Deloitte Football Money League 2010, logicamente, nenhum clube brasileiro figurou entre, pelo menos, os 30 primeiros. A causa de tal acontecimento, se dá, principalmente pelo aparente atraso do futebol brasileiro, enquanto instituição, nos aspectos de profissionalismo, alcance das marcas, moeda corrente e visibilidade dos campeonatos disputados entre os times. A receita dos times foi considerada como sendo formada por três aspectos: Direitos de Tv, Comércio e Bilheteria. Vejamos os dados (expressos em milhões de Euros):

O resultado de todo esse panorama é que os clubes que têm uma visibilidade mundial, caso dos principais clubes da Europa, conseguem manter sua receita em alta, mesmo nos momentos de crise. Deixando claro que não estamos falando de dívidas, apenas de receitas.

Ainda segundo  o Futebol Finance, estes são os clubes que ficaram à abaixo do ranking, com destaque para o Fenerbahce, como a única equipe presente nos 30 primeiros que não faz parte de uma das 5 maiores ligas europeias. Note ainda que, dos 30 clubes apresentados no estudo, apenas 6 nações estão representadas: Inglaterra (10 clubes), Itália (6 clubes), Alemanha (6 clubes), França (4 clubes), Espanha (3 clubes), Turquia (1 clube).

21. Paris Saint-Germain – 100,8 milhões de Euros
22. Atlético de Madrid – 100,3 milhões de Euros
23. Girondins Bordeaux – 99,8 milhões de Euros
24. VfB Stuttgart – 99,8 milhões de Euros
25. Aston Villa – 98,9 milhões de Euros
26. ACF Fiorentina – 94,1 milhões de Euros
27. Everton – 93,5 milhões de Euros
28. SSC Napoli – 90,1 milhões de Euros
29. West Ham United – 89,3 milhões de Euros
30. Fenerbahce SK – 87,0 milhões de Euros

Fica então um alerta e, ao mesmo tempo, um material muito rico para que possamos analisar de uma forma mais crítica, a composição das receitas dos clubes, principalmente os brasileiros, que se apóiam em vendas de promessas para o exterior para equilibrar suas receitas.

Na visão de profissional de marketing uma marca deve ser trabalhada. Ela deve procurar fidelizar, ou pelo menos, obter a preferência do consumidor no momento da compra. A tomar como referência nosso país, não tenho dúvidas ao afirmar que os consumidores do futebol são uns dos mais fiéis que podemos encontrar. Mesmo quando o time está ruim, muitos apóiam e “compram” a marca. Melhor exemplo que o Fluminense no Campeonato Brasileiro de 2009 não existe.

Assim, esse trabalho deve ser levado a sério, procurando-se maximizar as receitas da composição: matchday (dia do jogo), material de merchandising e direitos de Tv. Resta saber se as “antigas oligarquias” se propõem a realizar um trabalho mais sério e sustentável nos clubes brasileiros, oferecendo produtos que satisfaçam o desejo dos seus consumidores, antes que eles decidam optar por outra “marca” de coração.

Ps: para quem quer conferir uma análise mais aprofundada sobre futebol, sugiro acessar dois sites muito interessantes:

O som das tribos

Ouvi Marty Neumeier (Zag, Brand Gap) pela primeira vez quando ele estava realizando um workshop na Design Exchange. Na conversa, Marty explicou que ele começou sua carreira na implementação de estratégias de marca apenas para perceber que havia uma série de estratégias falhas que a execução não poderia consertar. Isto levou-o a concentrar seus esforços na diferenciação de marca: a estratégia nº1 de uma marca de sucesso aos olhos de Marty.

Se você está olhando para a verificação do poder de diferenciação e pensar no ipod e no  mercado de tocadores de MP3, a Apple tem 72% do mercado, a um preço que é de 2 a 5 vezes maior do que os concorrentes …. bem, eu penso que você começa a idéia. Marcas de alto desempenho são caminho para sair na frente em termos de fidelidade, lucratividade e eles são difíceis de vencer – a não ser é claro que você encontrar sua própria maneira de diferenciar.

Uma das primeiras regras é que não pode ser tudo para todos os povos. Na sessão de Marty falava saber sua “tribo”. Ele afirmou que a ênfase de hoje precisa ser relativa à compra. Como chegar até isso? Sua tese era simples: os anunciantes precisam concentrar toda sua energia em uma reivindicação forte ou um conceito forte. Em um momento em que a indústria acredita “quanto mais você dizer, quanto mais você vende.” Esta foi uma idéia que pegou quase que imediatamente.

Não há nada de errado com essa tendência, porém, na medida em que vai sem uma proposta de valor única, a sua campanha e seu negócio podem perder o foco e não apresentar nenhum ponto forte de diferenciação. Cada marca tem uma tribo que a suporta. Se você conversar com sua tribo, eles podem muito bem continuar a apoiá-lo.

O fato é: as pessoas anseiam a identidade tribal. O que eles querem saber é: “Se eu comprar este produto, o que vai me fazer parte dessa tribo?”

Marty Neumeier é actualmente Diretor de Transformação na Liquid Agência.

Mercado: Nintendo Wii

Em Dezembro de 2005 a Nintendo, fabricante japonesa de videogames, voltava ao cenário dos grandes gamers ao anunciar o Nintendo Revolution. Esse era o nome oficial do console, anunciado na feira anual de jogos E3 de 2005 e lançado no mercado no final de 2006. Antes do anúncio do nome oficial do console, no dia 27 de abril de 2006, era assim que o Nintendo Wii era conhecido.

A grande característica do console é seu controlador sem fios, o Wii Remote, dotado de um acelerômetro capaz de detectar movimentos em três dimensões. Outra característica do console é o WiiConnect24, que permite receber mensagens e atualizações através da internet durante o modo stand-by.

Em 2007, foi anunciado que o Wii conduziu a Nintendo de volta à condição de líder no mercado de videogames da atual geração, posição que a empresa havia deixado de ocupar há 17 anos. Para se ter idéia de como o mercado de games se encontra hoje, o Nintendo DS, portátil da mesma empresa, apresentou a melhor venda de sua história em dezembro, atingindo 3 milhões de unidades. O Wii vendeu 2,2 milhões de consoles. Em terceiro lugar ficou o Xbox 360, que vendeu 1,4 milhões, 14% acima dos números de dezembro de 2007. O crescimento é atribuído ao serviço online Xbox Live, segundo a Microsoft. O PlayStation 3 vendeu 726 mil unidades, 9% a menos que no mesmo mês do ano anterior e o PlayStation 2 vendeu 410 mil.

Alguns estarão se perguntando o porque deste post depois de quase 4 anos de lançamento do console. Pois bem, aí vão os fatos. Não existe Nintendo Wii no mercado canadense, principalmente o de Toronto, seu maior mercado, desde o natal. No país, o console é vendido por $209.00 (Dolares Canadenses) enquanto no Brasil o mesmo console é vendido por R$ 999,00.

Esse panorama revela que, de fato, o console japonês é um sucesso, porém, pode revelar uma falha tremenda da Nintendo com o mercado. É fato que as estratégias de marketing afirmam que não se pode faltar produto na prateleira, e é isso o que vem acontecendo aqui no Canadá.

Portanto, uma falha tremenda em termos de oferta, e ao mesmo tempo um sucesso de execução em termos de estratégia de marketing. De fato, o Wii coexiste facilmente com outro console, mas se destaca no quesito sociabilidade e jogabilidade, além de ser mais barato e menor do que seus outros dois concorrentes diretos: PS3 e Xbox360. Espero que, brevemente, a marca japonesa resolva tal problema, pois eu também estou na fila pelo Wii. No mais, aos que já garantiram o console, aproveitem, pois de fato é um console genial, e que, apesar de dever um pouco nos gráficos, compensa na jogabilidade.

Tv: Oscar 2010 tem a melhor audiência dos últimos seis anos

As apostas da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas para levantar a audiência do Oscar surtiram efeito. Segundo a ABC, 41,3 milhões de espectadores nos Estados Unidos acompanharam ao vivo a cerimônia de entrega do maior prêmio de entretenimento do planeta, realizado na noite do domingo 7.

Essa foi a maior audiência do Oscar na TV desde 2004, quando 43 milhões de pessoas assistiram ao festival de estatuetas arrebatados por O Senhor dos Anéis. Em comparação com o ano passado, o índice é cerca de 14% maior (em 2009, a audiência foi de 36,3 milhões).

Os organizadores encontraram uma relação direta entre a audiência do Oscar e a natureza dos filmes indicados para o prêmio de Melhor Filme – que neste ano ficou com Guerra ao Terror (que arrebatou ao todo seis troféus). Quando blockbusters estão entre os concorrentes, o número de espectadores geralmente aumenta.

Essa foi uma das razões pelas quais a Academia decidiu ampliar de cinco para dez o número de filmes indicados ao prêmio principal. Assim, a entidade pode contemplar entre os concorrentes tanto os filmes de arte, sem grande apelo para o público da TV, quanto arrasa-quarteirões que não teriam chance de aparecerem na lista caso os indicados continuassem a ser apenas cinco.

As estatísticas do Oscar deste ano servem para reafirmar a importância de eventos ao vivo para as grandes emissoras de TV aberta dos EUA. Numa época em que cada vez mais pessoas gravam seus programas favoritos para assisti-los na hora em que bem entenderem (e provavelmente pulando os breaks comerciais), eventos como o Oscar continuam funcionando como a TV de antigamente, ao reunir o maior número de pessoas possíveis assistindo, ao mesmo tempo, a uma única atração.

Era exatamente isso que os anunciantes esperavam do Oscar. O melhor exemplo é a Apple, que lançou no evento sua primeira campanha promovendo o iPad.

Apple Ipad

março 8, 2010 1 comentário

Não é novidade para ninguém o novo lançamento da Apple e também não é novidade que uma enxurrada de críticas foram desferidas acerca do produto da Apple. Além da carcaça “bonitinha”, seguindo o layout do macbook pro, o gadget da empresa da maçã apresenta um conceito que vem crescendo muito em termos de mercado, e com certeza, será parte importante do mercado.

Mas como nem tudo são flores, críticas como a falta de suporte a  flash, a falta de uma camera para videoconferências, etc. têm sido bem incisivas. Geralmente tais questões são avaliadas posteriormente, mas a Apple tem um histórico que mais parece um aristocrata intransponível, que não ouve, tampouco se propõe a dar  o braço a torcer. Para ilustrar o que estou falando, vejamos dois vídeos: um, o primeiro comercial oficial do Apple Ipad, estreou campanha publicitária durante o intervalo do Oscar 2010.

Para completar, o comercial revela a data oficial de lançamento do produto: 03 de Abril.

Mercado: Mulheres da classe C devem movimentar R$ 158 bi em 2010

Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing

As mulheres da classe C devem movimentar R$ 158 bilhões até o final do ano, segundo expectativa do Instituto de Pesquisas Data Popular. Essas consumidoras são responsáveis por 41% da renda familiar, enquanto as mulheres da classe A ficam com apenas 25%. Atualmente, a classe C conta com 94,4 milhões de pessoas, uma fatia de 49,7% da população, que movimenta anualmente R$ 428 bilhões. Dentro dessa massa, existem 48,6 milhões de mulheres.

A mulher da classe C já responde por mais da metade do consumo de produtos e serviços de vários segmentos. Enquanto 59% dos homens deste grupo têm cartão de crédito, por exemplo, este número sobe para 62% entre as mulheres. Essas consumidoras também representam a maioria nos principais canais de compra do varejo. Nas lojas de roupas, supermercados e farmácias, as mulheres da classe C são 51%. Nos shoppings, há pelo menos 12 clientes mulheres deste grupo para cada 10 compradores do sexo masculino.

Recomeço

Finalmente saiu. Depois de um tempinho pensando, outro sem dormir, saiu a reformulação do blog. Por enquanto é isso mesmo, mudanças de estrutura, alguns novos links e muito conteúdo.

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