Heineken, Champions League e Brasil

Mais uma vez o futebol na jogada. Dessa vez uma ação considerável da Heineken, patrocinadora oficial da UEFA Champions League, o campeonato de clubes mais rico e famoso do mundo. A ação consistia em angariar alguns cúmplices, fazer algumas vítimas, e simplesmente atingir o maior número de pessoas possível com a repercussão que o evento iria ter nos dias posteriores. Deu certo!

A discussão então, entra em um patamar um pouco mais técnico.  Quanto foi gasto? Qual era o objetivo? Qual era o resultado esperado? Enfim, essas questões podem ser respondidas com algumas ferramentas que são utilizadas pelas consultorias e departamentos de marketing das companhias. No caso da internet, page ranks, ferramentas do google, counters e etc. podem ajudar essa medição, assunto pra profissionais de TI.

O certo é que, para desenvolver uma ação ousada, e mais importante, localizada, como esta, é necessário:

  1. verba
  2. objetivo
  3. briefing
  4. midia

Outros aspectos também podem entrar na cesta de requisitos, mas isso vai depender de uma série de outros aspectos a se analisar. Aproveitem o vídeo, e vejam, no final, os resultados obtidos.

Por falar em Heineken, nessa semana, o CEO da empresa, Jean-François van Boxmeer, anunciou que tem dois grandes objetivos para os próximos anos: aumentar sua presença nos 172 mercados (países) em que atua e diminuir a força de seus concorrentes: leia-se AmBev. A companhia belgo-brasileira é a maior empresa do ramo no mundo, obviamente, líder no Brasil.

Segundo a Exame “o primeiro passo para cumprir a missão de crescer na América Latina já foi dado no começo deste ano. Em janeiro, a cervejaria holandesa desembolsou 7,6 bilhões de euros para comprar a mexicana Femsa, dona da marca Kaiser no Brasil. A transação permitiu à Heineken se tornar mais independente do mercado europeu e mudar o seu foco para países como o México, o Brasil, o Chile e os Estados Unidos, onde Boxmeer calcula poder obter 25% dos seus lucros. Atualmente, essa proporção é de 11%”.

Para se ter idéia de mercado, os números consolidados de 2009 mostram que a Femsa fechou o ano passado com participação de 7,6% no mercado brasileiro de cerveja, contra 11,8% da Petrópolis, 13,2% da Schincariol, que recentemente fez um investimento milionário para posicionar a Devassa, e 69,9% da AmBev. Tarefa difícil, já que esses números representam o que é a força das marcas Skol, Bhrama e Bohemia o mercado de cervejas brasileiro: segundo maior do mundo, com 109 milhões de hectolitros por ano.

A estratégia da Heineken deve ser, ao mesmo tempo de expandir e de fortalecer, tarefa difícil nos dias de hoje, com superconcorrência e com a onda das microcervejarias crescendo. O fato é que a marca tem força, tem capital e tem criatividade para alavancar um bom segundo lugar no país e na América Latina, o que não é pouca coisa, convenhamos. Alguns aspectos como embalagem (garrafa verde, fugindo aos padrões brasileiros), força da marca na Europa, tipo de produto (mais aceito por países europeus) e outros aspectos são relevantes na empreitada, mas nada que não possa ser corrigido ou imposto. quem ganha, com certeza, é o bom apreciador de uma boa cerveja. Enjoy.

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