O som das tribos

Ouvi Marty Neumeier (Zag, Brand Gap) pela primeira vez quando ele estava realizando um workshop na Design Exchange. Na conversa, Marty explicou que ele começou sua carreira na implementação de estratégias de marca apenas para perceber que havia uma série de estratégias falhas que a execução não poderia consertar. Isto levou-o a concentrar seus esforços na diferenciação de marca: a estratégia nº1 de uma marca de sucesso aos olhos de Marty.

Se você está olhando para a verificação do poder de diferenciação e pensar no ipod e no  mercado de tocadores de MP3, a Apple tem 72% do mercado, a um preço que é de 2 a 5 vezes maior do que os concorrentes …. bem, eu penso que você começa a idéia. Marcas de alto desempenho são caminho para sair na frente em termos de fidelidade, lucratividade e eles são difíceis de vencer – a não ser é claro que você encontrar sua própria maneira de diferenciar.

Uma das primeiras regras é que não pode ser tudo para todos os povos. Na sessão de Marty falava saber sua “tribo”. Ele afirmou que a ênfase de hoje precisa ser relativa à compra. Como chegar até isso? Sua tese era simples: os anunciantes precisam concentrar toda sua energia em uma reivindicação forte ou um conceito forte. Em um momento em que a indústria acredita “quanto mais você dizer, quanto mais você vende.” Esta foi uma idéia que pegou quase que imediatamente.

Não há nada de errado com essa tendência, porém, na medida em que vai sem uma proposta de valor única, a sua campanha e seu negócio podem perder o foco e não apresentar nenhum ponto forte de diferenciação. Cada marca tem uma tribo que a suporta. Se você conversar com sua tribo, eles podem muito bem continuar a apoiá-lo.

O fato é: as pessoas anseiam a identidade tribal. O que eles querem saber é: “Se eu comprar este produto, o que vai me fazer parte dessa tribo?”

Marty Neumeier é actualmente Diretor de Transformação na Liquid Agência.

Mercado: Nintendo Wii

Em Dezembro de 2005 a Nintendo, fabricante japonesa de videogames, voltava ao cenário dos grandes gamers ao anunciar o Nintendo Revolution. Esse era o nome oficial do console, anunciado na feira anual de jogos E3 de 2005 e lançado no mercado no final de 2006. Antes do anúncio do nome oficial do console, no dia 27 de abril de 2006, era assim que o Nintendo Wii era conhecido.

A grande característica do console é seu controlador sem fios, o Wii Remote, dotado de um acelerômetro capaz de detectar movimentos em três dimensões. Outra característica do console é o WiiConnect24, que permite receber mensagens e atualizações através da internet durante o modo stand-by.

Em 2007, foi anunciado que o Wii conduziu a Nintendo de volta à condição de líder no mercado de videogames da atual geração, posição que a empresa havia deixado de ocupar há 17 anos. Para se ter idéia de como o mercado de games se encontra hoje, o Nintendo DS, portátil da mesma empresa, apresentou a melhor venda de sua história em dezembro, atingindo 3 milhões de unidades. O Wii vendeu 2,2 milhões de consoles. Em terceiro lugar ficou o Xbox 360, que vendeu 1,4 milhões, 14% acima dos números de dezembro de 2007. O crescimento é atribuído ao serviço online Xbox Live, segundo a Microsoft. O PlayStation 3 vendeu 726 mil unidades, 9% a menos que no mesmo mês do ano anterior e o PlayStation 2 vendeu 410 mil.

Alguns estarão se perguntando o porque deste post depois de quase 4 anos de lançamento do console. Pois bem, aí vão os fatos. Não existe Nintendo Wii no mercado canadense, principalmente o de Toronto, seu maior mercado, desde o natal. No país, o console é vendido por $209.00 (Dolares Canadenses) enquanto no Brasil o mesmo console é vendido por R$ 999,00.

Esse panorama revela que, de fato, o console japonês é um sucesso, porém, pode revelar uma falha tremenda da Nintendo com o mercado. É fato que as estratégias de marketing afirmam que não se pode faltar produto na prateleira, e é isso o que vem acontecendo aqui no Canadá.

Portanto, uma falha tremenda em termos de oferta, e ao mesmo tempo um sucesso de execução em termos de estratégia de marketing. De fato, o Wii coexiste facilmente com outro console, mas se destaca no quesito sociabilidade e jogabilidade, além de ser mais barato e menor do que seus outros dois concorrentes diretos: PS3 e Xbox360. Espero que, brevemente, a marca japonesa resolva tal problema, pois eu também estou na fila pelo Wii. No mais, aos que já garantiram o console, aproveitem, pois de fato é um console genial, e que, apesar de dever um pouco nos gráficos, compensa na jogabilidade.

Tv: Oscar 2010 tem a melhor audiência dos últimos seis anos

As apostas da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas para levantar a audiência do Oscar surtiram efeito. Segundo a ABC, 41,3 milhões de espectadores nos Estados Unidos acompanharam ao vivo a cerimônia de entrega do maior prêmio de entretenimento do planeta, realizado na noite do domingo 7.

Essa foi a maior audiência do Oscar na TV desde 2004, quando 43 milhões de pessoas assistiram ao festival de estatuetas arrebatados por O Senhor dos Anéis. Em comparação com o ano passado, o índice é cerca de 14% maior (em 2009, a audiência foi de 36,3 milhões).

Os organizadores encontraram uma relação direta entre a audiência do Oscar e a natureza dos filmes indicados para o prêmio de Melhor Filme – que neste ano ficou com Guerra ao Terror (que arrebatou ao todo seis troféus). Quando blockbusters estão entre os concorrentes, o número de espectadores geralmente aumenta.

Essa foi uma das razões pelas quais a Academia decidiu ampliar de cinco para dez o número de filmes indicados ao prêmio principal. Assim, a entidade pode contemplar entre os concorrentes tanto os filmes de arte, sem grande apelo para o público da TV, quanto arrasa-quarteirões que não teriam chance de aparecerem na lista caso os indicados continuassem a ser apenas cinco.

As estatísticas do Oscar deste ano servem para reafirmar a importância de eventos ao vivo para as grandes emissoras de TV aberta dos EUA. Numa época em que cada vez mais pessoas gravam seus programas favoritos para assisti-los na hora em que bem entenderem (e provavelmente pulando os breaks comerciais), eventos como o Oscar continuam funcionando como a TV de antigamente, ao reunir o maior número de pessoas possíveis assistindo, ao mesmo tempo, a uma única atração.

Era exatamente isso que os anunciantes esperavam do Oscar. O melhor exemplo é a Apple, que lançou no evento sua primeira campanha promovendo o iPad.

Apple Ipad

Não é novidade para ninguém o novo lançamento da Apple e também não é novidade que uma enxurrada de críticas foram desferidas acerca do produto da Apple. Além da carcaça “bonitinha”, seguindo o layout do macbook pro, o gadget da empresa da maçã apresenta um conceito que vem crescendo muito em termos de mercado, e com certeza, será parte importante do mercado.

Mas como nem tudo são flores, críticas como a falta de suporte a  flash, a falta de uma camera para videoconferências, etc. têm sido bem incisivas. Geralmente tais questões são avaliadas posteriormente, mas a Apple tem um histórico que mais parece um aristocrata intransponível, que não ouve, tampouco se propõe a dar  o braço a torcer. Para ilustrar o que estou falando, vejamos dois vídeos: um, o primeiro comercial oficial do Apple Ipad, estreou campanha publicitária durante o intervalo do Oscar 2010.

Para completar, o comercial revela a data oficial de lançamento do produto: 03 de Abril.

Mercado: Mulheres da classe C devem movimentar R$ 158 bi em 2010

Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing

As mulheres da classe C devem movimentar R$ 158 bilhões até o final do ano, segundo expectativa do Instituto de Pesquisas Data Popular. Essas consumidoras são responsáveis por 41% da renda familiar, enquanto as mulheres da classe A ficam com apenas 25%. Atualmente, a classe C conta com 94,4 milhões de pessoas, uma fatia de 49,7% da população, que movimenta anualmente R$ 428 bilhões. Dentro dessa massa, existem 48,6 milhões de mulheres.

A mulher da classe C já responde por mais da metade do consumo de produtos e serviços de vários segmentos. Enquanto 59% dos homens deste grupo têm cartão de crédito, por exemplo, este número sobe para 62% entre as mulheres. Essas consumidoras também representam a maioria nos principais canais de compra do varejo. Nas lojas de roupas, supermercados e farmácias, as mulheres da classe C são 51%. Nos shoppings, há pelo menos 12 clientes mulheres deste grupo para cada 10 compradores do sexo masculino.

Recomeço

Finalmente saiu. Depois de um tempinho pensando, outro sem dormir, saiu a reformulação do blog. Por enquanto é isso mesmo, mudanças de estrutura, alguns novos links e muito conteúdo.

Reformulação

Caros leitores,

estou estudando uma possível reformulacão no blog. Isso leva um tempo, visto que tive alguns meses de inatividade, período no qual tive que me dedicar a outros projetos. Provavelmente o blog seguirá a linha de juntar notícias em um espaço só, criar alguns leads e procurar algumas informações relevantes para todos.

Também estou estudando uma maneira de ter uma interface mais limpa e dinâmica, oferecendo mais documentos de apoio e curiosidades do mundo do marketing. Esse é meu desejo. Veremos o que pode ser feito e realizado.

Irei consultar as possibilidades e em breve um blog novinho em folha está disponível para todos.

Desejo um ano de grandes realizações,

Saulo Avelar