A Humanidade das Marcas

Hoje o assunto é marca, ou para os mais moderninhos, branding. Uma coisa estranha para muitos leigos, dentre eles alguns que já foram meus clientes, é alguém pensar no conceito da construção de marcas e admitir isto como uma construção de idéias. Se pensarmos um pouco, o conceito de branding nunca fez muito sentido, principalmente se pensarmos nas publicações disponíveis. Dependendo da abordagem, ou do que você lê, uma marca pode ser uma pirâmide ou uma personalidade, uma experiência ou uma equação.

Mas as marcas têm seu valor. Se não fosse por isto, Coca-Cola, Microsoft, Google não teriam os valores de mercado que apresentam hoje: valores que denominamos, valores de label. Então podemos admitir que marcas têm alma, têm humanidade. Elas existem como um espelho das motivações da sociedade, refletindo nossos ideais e sonhos, medos e fragilidades. Nada pode existir em branding, que já não existe em nossa vida cotidiana. Na verdade, se quisermos compreender melhor as marcas, não precisamos de métricas ou cálculos, precisamos entender melhor a nós mesmos.

Então, é necessário construir uma idéia, assim como é necessário construir uma imagem. E é por conta dessa construção, desse processo que poucas marcas podem se tornar um sucesso da noite para o dia, pois, na verdade, é preciso tempo para estabelecer uma identidade e se tornar independente. É por esta e outras razões que o planejamento se faz tão necessário. A marca deve escolher um lugar que vai ajudá-la a construir relacionamentos e ganhar o rendimento de que necessita para sobreviver. É a sua marca no ambiente certo, um ambiente que corresponda as suas motivações.

No estudo de ciclo de vida de um produto, podemos observar que o movimento natural de todo e qualquer produto é semelhante à vida de alguém. Mesmo os mais fortes líderes podem ficar doentes (A Toyota, por exemplo, teve que realizar um recall record no mundo e teve sua imagem abalada) e sem tratamento adequado podem morrer. Mas existem estratégias para prolongar a vida de uma marca, ou até mesmo fazê-la nascer novamente.

Como um profissional de marketing, tendo trabalhado em dois continentes, com muitos pontos-de-vista diferentes, acredito que há algo que falta em nossa compreensão do branding, algo que nos falta na compreensão do ser humano. Talvez falte uma compreensão mais aprofundada de sua própria humanidade. É preciso compreender que as marcas são mais do que uma métrica ou um modelo, elas são um espelho de nossas motivações psicológicas e biológicas, e para entendê-las corretamente, devemos entender melhor a nós mesmos.

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Coca Cola | The Sound Of Flowers

coke

O Coca-Cola Festival Tour é uma promoção que está sendo realizada na Espanha, em que 4 amigos serão levados aos melhores shows da temporada. Para participar a pessoa deve enviar um vídeo que será votado por alguns jurados e depois escolhidos pelo público. Serão 4 grupos com 4 pessoas cada rodando a Espanha por shows dos mais diversos. No entanto, há um pequeno detalhe que chamou atenção, no vídeo da campanha.

Lembra daquelas Rock ‘n Flowers, umas florzinhas que dançavam ao som de uma música?  Pois bem, para promover a promoção, essas florzinhas que dançam viraram protagonistas em um comercial da Coca-Cola na Espanha. Ficou bem legal.

Fonte: Brainstorm#9

Millward Brown | Brandz: Marcas mais valiosas

O Google permanece como a marca mais valiosa do mundo, com valor estimado de U$ 100 bilhões. A Microsoft é a segunda colocada com U$ 76,2 bilhões e a Coca-Cola se classifica como uma das 3 primeiras do ranking pela primeira vez, com U$ 67,6 bilhões.

“No momento atual, onde o valor de muitos negócios cai, as marcas se tornam ainda mais importantes porque é a marca que sustenta os negócios em tempos difíceis”, diz Eileen Campbell, CEO Global da Millward Brown, empresa organizadora do estudo denominado BrandZ das 100 marcas mais valiosas do mundo, que está em sua quarta edição.

No levantamento, detectou-se que o valor representado pelas 100 marcas chega a 1,95 trilhão de dólares (com um crescimento marginal de 1,7 ponto percentual).

Segundo Brown, “aqueles que continuam a investir em suas marcas estarão mais bem preparados para o crescimento dos negócios assim que a situação melhore, com vantagem em relação aos que decidiram cortar despesas”.

As principais tendências identificadas com a análise do ranking são as seguintes:

Valor — Marcas que representam valor pelo preço que se paga ou a qualidade a um preço aceitável, tiveram um bom desempenho. As marcas que cresceram são Wal-Mart, ALDI e Auchan, e H&M, que agora aparece como a primeira marca da categoria de roupas, calçados, e demais acessórios de uso pessoal.

Auto-indulgência — Em épocas de restrições econômicas, os consumidores continuam buscando auto recompensa com pequenos mimos pra si, mesmo que estes representem o vício. Marcas como McDonald’s, Marlboro e Budweiser tiveram uma performance muito positiva.

Experiências dentro de casa – Marcas que representem experiências dentro da casa tiveram um grande fortalecimento. Nesta tendência inclui-se a compra feita através da internet: Amazon e eBay; o café preparado em casa: Nespresso e Nescafé e os games – categoria que foi incluída na pesquisa pela primeira vez neste ano –  e já ficou em 32 lugar no ranking.

O mundo se torna wireless — A crescente popularidade do uso da internet e a mudança para o uso recursos como o iPhone e o Blackberry trouxeram um grande incremento na categoria de operadoras móveis como um todo, sustentado pela procura de serviços de transferência de dados. Vodafone, neste ano, entra pela primeira vez entre as 10 marcas mais valiosas. Nintendo também se beneficiou desta tendência com o equipamento portátil Nintendo DS.

Países do BRICs continuam em destaque  — As marcas globais que têm uma atuação forte nos países do BRICs ou as marcas dos países do BRICs têm uma melhor performance que as demais. Neste  ano, temos pela primeira vez uma marca brasileira entre as 100 do ranking: Bradesco é a marca colocada em 98° lugar. Nivea tem um bom desempenho na Ásia e se classifica como a 96ª marca. A marca com o maior crescimento em valor (168%) é o banco China Merchant´s Bank. É o único banco privado da China e investiu seus esforços em tecnologia de serviços ao consumidor.

Para conferir o resultado completo da pesquisa, acesse o website: www.millwardbrown.com/brandz.

fonte: HSM Online

Coca-Cola | Segmentação

Pessoalmente não sou muito de consumir refrigerantes, mas que tenho que dar o braço a torcer para a Coca-Cola Company, isto eu tenho. Aquele ditado, dos tempos de nossos avós, que minha queria avó muito me disse “quem não tem cão, caça com gato, meu filho” está sendo posto em prática com maestria por esta empresa. Se o dinheiro da classe rica diminuiu, vamos em direção a quem não sente tanto a crise, devem ter pensado os gestores da companhia.

A Coca-Cola Company Brasil anunciou que investirá R$ 1,75 bilhão em 2009, um crescimento de 16,6% em relação ao ano passado. Sem revelar o valor referente ao Marketing, a companhia anunciou que esta área também terá um aumento de investimento em uma proporção semelhante. A companhia também revelou um crescimento de 7% no volume de vendas em 2008, com um total de 9 bilhões de litros de bebidas produzidas e um faturamento de R$ 15 bilhões em 2008.

Na América Latina, a empresa apresentou um crescimento de 8%, enquanto que globalmente as vendas subiram 5% no ano. No último trimestre do ano, pico da crise, foram 7% a mais de vendas em território brasileiro, enquanto que na América Latina registrou 6% e, mundialmente, 5%.

Apesar de afirmar que a crise ainda não afetou muito o Brasil e a empresa, Xiemar Zarazúa, presidente da Coca-Cola Brasil, afirma que este será um ano desafiador e que vê a classe C como um bom foco neste momento. “Temos plena confiança de crescimento este ano. A maioria de nossos planos leva em conta a classe C, um segmento que acredito que continuará crescendo em 2009”, afirma, durante coletiva de imprensa.

Marca ainda vê muito potencial no Brasil
Entre os sucessos conquistados, a empresa comemora a participação de 15% no mercado de bebidas isotônicas em apenas seis meses com o lançamento do i9 e as boas vendas do Laranja Caseira, suco da marca Minute Maid lançado pela companhia no final de 2007. “A marca vai muito bem, obrigado. Nunca esteve melhor. E ainda temos muito potencial para crescer, uma vez que temos metade da população que ainda não bebe os refrigerantes da marca com freqüência”, conta Ricardo Fort, Diretor de Marketing da Coca-Cola Brasil.

Apesar de ser o terceiro principal mercado da Coca-Cola, atrás do México e Estados Unidos, o consumo per-capita no Brasil ainda é consideravelmente menor do que em países como Chile e Argentina. Para 2009, Fort afirma que pretende voltar com a ação Estúdio Coca-Cola, que em 2008 utilizou a marca Coca-Cola Zero. Para esse ano, a estratégia de comunicação ainda está sendo definida, mas deverá ser bastante diferente em relação às outras duas versões do projeto.

A área de branded content e co-branding, aliás, é um dos focos que a empresa mais tem interesse em investir esse ano, já que vem acumulando diversos sucessos além do Estúdio Coca-Cola, como o celular feito em parceria com a Nokia. “O mix de mídia varia de lugar para lugar. O ponto-de-venda continuará sendo também um espaço importante, mas a televisão e a mídia on-line são os que dão retorno mais rápido”, explica Fort. Quanto a nova campanha global “Open Happiness” da Coca-Cola lançada no início do mês nos Estados Unidos, que vocês já puderam presenciar no nosso humilde recinto.

A companhia destaca ainda as ações de sustentabilidade apoiadas pela empresa, como as reformulações em embalagens que permitiram uma economia na produção de garrafas ou redução no consumo de água. A Coca-Cola Brasil reforçou ainda a marca Kuat com o lançamento de Kuat Eko, refrigerante de guaraná misturado com chá verde.

Coca Cola | Open Happiness

Que a Coca-cola é uma das empresas que mais investem em marketing em todo mundo não é novidade para ninguém. Mas, em tempos de crise é que a capacidade de fazer com que as pessoas esqueçam os “dias nebulosos” se faz mais presente. Provavelmente foi o que a empresa pensou em fazer quando lançou seu 50º slogan: “Open Happiness”.

O antigo slogan “Coke Side of Life” foi abandonado. Segundo os executivos de marketing da Coca-Cola, a razão da troca foi a dificuldade de traduzir o conceito de forma global.

Além disso, “Open Happiness” é a aposta da Coca-Cola na disputa pelo otimismo com a Pepsi, que optou pelo “Refresh Everything”. Em tempos de crise, as rivais querem mostrar com qual das duas o consumidor pode ser mais feliz.

Colaboração do Merigo | Brainstorm9

Os 50 slogans da Coca-cola:

• 1886 – Drink Coca-Cola.
• 1904 – Delicious and refreshing.
• 1905 – Coca-Cola revives and sustains.
• 1906 – The great national temperance beverage.
• 1908 – Good til the last drop
• 1917 – Three million a day.
• 1922 – Thirst knows no season.
• 1923 – Enjoy life
• 1924 – Refresh Yourself
• 1925 – Six million a day.
• 1926 – It had to be good to get where it is.
• 1927 – Pure as Sunlight
• 1927 – Around the corner from anywhere.
• 1928 – Coca-Cola … pure drink of natural flavors.
• 1929 – The pause that refreshes.
• 1932 – Ice-cold sunshine.
• 1938 – The best friend thirst ever had.
• 1938 – Thirst asks nothing more.
• 1939 – Coca-Cola goes along.
• 1939 – Coca-Cola has the taste thirst goes for.
• 1939 – Whoever you are, whatever you do, wherever you may be, when you think of refreshment, think of ice cold Coca-Cola.
• 1942 – The only thing like Coca-Cola is Coca-Cola itself.
• 1948 – Where there’s Coke there’s hospitality.
• 1949 – Coca-Cola … along the highway to anywhere.
• 1952 – What you want is a Coke.
• 1956 – Coca-Cola … makes good things taste better.
• 1957 – Sign of good taste.
• 1958 – The Cold, Crisp Taste of Coke
• 1959 – Be really refreshed.
• 1963 – Things go better with Coke.
• 1969 – It’s the real thing
• 1971 – I’d Like to Buy the World a Coke
• 1975 – Look Up America. (US only)
• 1976 – Coke adds life.
• 1979 – Have a Coke and a smile
• 1982 – Coke is it!
• 1985 – America’s Real Choice
• 1986 – Red White & You (for Coca-Cola Classic)
• 1986 – Catch the Wave (for New Coke)
• 1987 – You Can’t Beat the Feeling.
• 1990 – Can’t beat the real thing. (US & Canada only)
• 1993 – Always Coca-Cola.
• 2000 – Enjoy.
• 2001 – Life tastes Good.
• 2003 – Real. (US & Canada only)
• 2003 – Make It Real. (UK & Republic of Ireland only)
• 2003 – As It Should Be. (Australia & New Zealand only)
• 2006 – The Coke Side of Life.
• 2008 – Live on the Coke side of Life

2009 – Open Hapiness

Os vídeos da nova campanha: Sua felicidade transforma, Library, Happiness Factory e Crave