Marketing pessoal e Redes Sociais

Já não é de hoje que o Marketing Pessoal é uma ferramenta bem importante no meio empresarial. Na verdade, desde a década de 90, borbulhante em teorias sobre o século que viria, proporcionou novas tendências e tópicos acerca de quase todos os assuntos, que dirá do Marketing.

Pois bem, tenho dois motivos para abordar esse assunto: primeiro, porque é de extrema importância nos dias de hoje para quem quer manter um bom networking e buscar clientes/parceiros. Segundo, o fenômeno das redes sociais vem exigindo cada vez mais dos profissionais, em todas as áreas, e das corporações, no que diz respeito à conduta “sócio-política-digital”.

Nessa semana, a Locaweb demitiu um profissional por conduta inadequada no twitter. Em comunicado oficial, a empresa afirmou que  “Em razão do recente incidente envolvendo a companhia e o São Paulo Futebol Clube, o executivo decidiu, em comum acordo com a diretoria da Locaweb, desligar-se de suas funções”.

Explicando: A empresa fechou acordo de patrocínio de R$ 600 mil para estampar sua marca nas mangas do São Paulo em dois jogos, no caso, contra o Corinthians e o mexicano Monterrey. Além disso, a empresa mantém uma parceria de quatro anos de com o clube para a manutenção de um camarote no estádio do Morumbi. Portanto, bola fora.

Pois bem, chegamos ao ponto. Hoje, por mais dificil que possa parecer, é obrigação se portar de forma “politicamente correta”. Afirmo, obrigação, visto que os olhos do mundo estão em todos os lugares, as pessoas “twittam” de qualquer luga, até de funerais. O que dizer então de um profissional que responde pelas próprias “twittadas”? Logicamente, estou citando um exemplo imediato, fresquinho, mas logo logo virão outros. Fato é que várias pessoas ainda não se acostumaram a ser vitrine, a ser formadores de opinião, e, no caso de um profissional de marketing, isso preocupa.

Então, para entender o Marketing Pessoal, primeiro temos que entender o que diz a essência do marketing: um processo que catalisa todas as ações necessárias para que se produzam idéias, conceitos, produtos e serviços e depois os torna disponíveis ao mercado.  Pois bem, o MP então utiliza esse conceito para personalizar esforços, para tranformar uma pessoa em uma marca, influenciando, positivamente, de preferência, as pessoas que estão a seu redor.

Então, o Marketing Pessoal pode ser entendido como um processo, desenvolvido por um indivíduo ou organização, envolvendo a concepção, planejamento e execução de ações que contribuirão para a formação profissional e pessoal de alguém, a atribuição de um valor (não necessariamente monetário) justo e compatível com o posicionamento de mercado que se queira adquirir, a execução de ações promocionais de valorização pessoal que o coloquem no lugar certo na hora certa, de tal maneira que as organizações ou pessoas para quem trabalhe ou exerça influência, e ele próprio, se sintam satisfeitos.

Por isso, pensem, pensem mil vezes antes de twittar uma opinião pessoal ou simplesmente de emitir qualquer declaração que possa comprometer a si ou outros no ambiente profissional, unicamente. Não estou aqui mostrando que devemos nos escravizar e nos render aos agentes obscuros na sociedade, mas, principalmente, para os profissionais de marketing e relacionamento com o consumidor, cuidado. Vivenciar seu trabalho é a melhor forma de se manter à margem de todas as pressões que o mercado exerce. Boa sorte.

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MySpace fecha a divisão Brasileira

myspace_logo2Em maio de 2009, o Facebook se tornou o site mais popular entre as redes sociais nos Estados Unidos. Mas a diferença era pequena. De acordo com a comScore, o Facebook totalizou em maio deste ano 70 278 000 visitantes únicos, um aumento de 97% um relação a maio de 2008. Ao contrário, o MySpace teve uma queda de 5% no mesmo período e somou a quantia de 70 255 000 visitantes únicos.

Em resposta a essa tendência (é o que se especula) o MySpace demitiu 400 funcionários, cerca de 30% de sua força de trabalho. Durante os últimos dois anos, pelo menos, o MySpace também liderou a receita da categoria e a previsão é de que ganhe 495 milhões de dólares em 2009, 115% mais do que o seu rival. A empresa fez um acordo de anúncios com o Google em 2006 em que a gigante pagaria à rede social aproximadamente 300 milhões de dólares por ano, até o junho de 2010.

Bem, notícias ruins com a crise vieram aos montes. O que estranha, se formos um pouco mais criteriosos é a conduta da empresa perante o crescimento dos concorrentes (já que o twitter também cresceu a módica quantia de 2681%) e que o oitavo maior escritório da companhia (em lucratividade) seja fechado sem que sequer seu principal executivo, Emerson Calegaretti, soubesse da notícia. Foi pego de surpresa com a demissão de seu chefe, Victor Kong, responsável pela América Latina. Além do Brasil, argentina e México também vão parar.

Seus superiores enviaram um arquivo em Power Point que deveria ser exibido aos funcionários. Bem sutil. De CEO novo, o MySpace havia dado uma sobrevida aos esperançosos quando fechou um acordo com a IG, porém, em vão. De qualquer forma, o que será encerrado é a representação comercial do MySpace por aqui, além de toda a geração de conteúdo local.

Espera-se que o site continue, pelo menos, com as páginas pessoais já criadas (inclusive a minha) e a das bandas também. Vale lembrar que muitas pessoas já tinham perfis criados quando o MySpace nem sonhava em abrir um escritório no país.

Pois é, redes sociais também sofrem com a crise. Todo dia se inventa uma maré de oba-oba em cima das novas formas de comunicação. Daqui a pouco vem outra. Abraços.

Dell | Créu

Um pouco atrasado, eu sei. Mas não podia deixar de registrar a campanha da Dell com a “dança do créu”. Vou reproduzir, com os devidos direitos, o que falou o Leonardo, do blog Socializando Mídias, que escreveu o seguinte:

Os primeiros comentários que eu ouvi foram negativos. Os segundos foram de pseudo-defensores da cultura popular. Mas eu, sinceramente, achei genial. Os caras pegaram um elemento que todo mundo conhece, a música “Dança do Créu”. Você pode não gostar, mas conhece. Eles pegaram esse elemento conhecido e que carrega uma dose de humor e fizeram um filme usando esse elemento. Sem tentar fazer uma coisa sisuda, ou uma “homenagem à cultura popular”.

Bom, o que isso tem a ver com mídias sociais? O vídeo teve chamadas na home da Wired e na home do Youtube. E qual a assinatura do vídeo? O twitter da Dell no Brasil.  Depois desse post defendendo o filme eu tenho certeza de que vou perder as 45 pessoas que já leram esse blogue, incluindo a minha namorada. Mas a verdade é que propaganda não deve refletir o gosto de uma parcela determinada da população. Eu DETESTO música eletrônica, então eu teria direito de dar xiliquinho se ao invés do créu o filme usasse um psy trance sofisticado e fizesse um filminho conceitual?

O que acontece é que muita gente não conseguiu separar uma sátira de uma tentativa idiota de se aproximar das classes mais baixas, o que não foi o caso. A edição deixa claro que é uma brincadeira, como se a música já não fosse o suficiente para percebermos isso. Mas independente de eu ter gostado e vocês não, uma coisa temos que concordar: eles conseguiram o que queriam, que era viralizar o endereço do twitter, assim como o vídeo. De uma maneira ou de outra, deu certo. No dia 23 de março, o twitter da Dell no Brasil tinha 221 seguidores. Hoje tem exatos 2.521 Menos de trinta dias. Confiram aqui. Deu certo ou não deu? E quase todos os blogue de propaganda ou tecnologia falaram disso e é provável que algumas publicações impressas também falem . Você não gosta da Dança do Créu? Nem eu. Mas deu certo, não deu? Também não gosto de Roberto Carlos e não reclamo dos comerciais com trilha dele, e não são poucos…”

Pois bem, vejam e tirem suas própria conclusões. Concordo com o Leonardo em quase tudo. Viralizar é bom, mas devemos ter cuidado com o caminho que a coisa toma…